domingo, 4 de setembro de 2016

SECRETARIA DA PESCA PARA DILMA SOB AMEAÇA

Extra!! Extra!! Extra!!

Noticiamos dias atrás que Dilma assumiria a Secretaria da Pesca com grande time.

Eis que, mundo dando voltas, o cargo tão cobiçado por Dilma sofre séria pressão pela concorrência.

HENRIQUE MEIRELLES que dar um takaover nessa oportunidade de Dilma.

É absoluta obrigação do Folha da Madrugada denunciar esse GOLPE CONTRA DILMA ROUSSIFFU!!!!!!!!!!

ISSO É GOLPE E NÃO VAMOS PERMITIR!!!! ELA JÁ TEM ATÉ TIME PARA A SECRETARIA DA PESCA, MEIRELLES!!! GOLPISTA!!!




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Editorial

por Dom Fernandes III

Por que razão os artífices do projeto de impeachment levaram, na reta final do processo, uma rotunda "passada de mão na bunda" com o fatiamento da decisão e a não aplicação da inabilitação da afastada?

Simples.

Porque não deram ouvidos à Folha da Madrugada.

Nesta Folha, dissemos várias vezes que o impeachment não era o caminho. Veja aqui, aqui, aqui e aqui.

Num processo de interdição o resultado é mais justo, não adere ao discurso de golpe, é instantâneo, objetivo, técnico e, vejam que incrível: gera inabilitação absoluta imediata.

Mas não: preferiram insistir no impeachment fundamentado em pedaladas e decretos marotos de suplementação assinados na surdina (o problema na verdade foi a "surdina", nem tanto a autorização do Congresso). E convenhamos: a paciente demonstrou por A + B que não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Ela sequer soube que assinou aquilo; não demonstrou a menor percepção de causa e consequência, enfim, esbanjou sua delirante alienação aos fatos. Muito provavelmente só veio a saber (sem entender) o que estava acontecendo na véspera ou antevéspera de seu depoimento.

Pior - o processo foi desumano, pois escorraçaram uma visível doente mental do posto que poderia ter sido desocupado via processo de interdição e, ao fim e ao cabo, tiraram proveito da paciente com sérios indícios de retardamento mental, para afastar-lhe a pena de inabilitação, que, convenhamos, será aproveitada por todos que a julgaram!!! Usaram a pobre deficiente mental em causa própria, esses Senadores astutos!

Isso foi de uma canalhice (para usar o mesmo termo tão usado na parte final da sessão) de dar nojo em Maquiavel.

Já na interdição haveria inúmeras vantagens: a inabilitação, que decorre da constatação de absoluta incapacidade para a prática de qualquer ato da vida civil, não representaria qualquer condenação à acusada de impeachment. Não seria necessário perder dias e noites discutindo tecnicidades padalísticas, nuances orçamentárias em que o discurso vai da falta ao excesso de responsabilidade; enfim - economizaríamos tempo para a acusada, para o Senado, para os envolvidos na acusação e para a trupe da defesa... e por que não, para o BRASIL!!! e, enfim, para o MUNDO e para a GALÁXIA!!!!

Um processo de interdição tem muito mais jurisprudência, tem segurança jurídica e possui um procedimento muito mais adequado e preciso, com detalhes para qualquer tipo de situação, sem contar na higiene hospitalar que o processo de impeachment visivelmente descartou. Assim, jamais seríamos surpreendidos com uma molecagem como a que testemunhamos nos instantes finais desse processo grotesco, inútil e acusativo.

A interdição tem uma beleza intrínseca à sua natureza - não é um processo de jurisdição contenciosa, mas sim de jurisdição voluntária. As coisas "acontecem" naturalmente no processo, sem confrontos. Todos querem chegar a um veredicto clínico final que, convenhamos, é do interesse de todos os envolvidos: clinicamente a pessoa tem cabeça para exercer os atos da vida civil como uma pessoa normal ou há alguma moléstia que a impeça? Eu, honestamente, duvidaria que até a trupe da defesa seria capaz de responder a essa pergunta sem hesitação.

Havendo moléstia, a paciente sai de cena imediatamente e por quanto tempo o médico achar necessário. E só volta se o médico disser, "melhorou totalmente". Seria bom para a paciente, para a defesa, para a acusação, para o BRASIL, o meu BRASIL, o seu BRASIL, o NOSSO BRASIL BRASILEIRO!!!

Assisti a todo esse julgamento e ao depoimento da paciente ao lado do Doutor Pangloss, que me alertou: "As evidências de psicose estão óbvias. Um dos traços mais marcantes do psicopata é agir inconscientemente e, depois de cometido o crime ou o malfeito, portar-se na delegacia de polícia ou em órgãos públicos com a certeza absoluta de que na verdade da sua cabeça, ela é uma vítima. A mania de perseguição e o reiterado hábito de 'ouvir vozes' é uma evidência absoluta dessa patologia. Aos olhos de um espectador, temos a impressão de que há uma falta de compaixão por parte do(a) criminoso(a), mas, na realidade, há mesmo uma falta completa de mecanismos contendores do superego que torna a paciente potencialmente perigosa e, infelizmente, inconsciente dos seus atos ao ponto de cometer o crime e colocar-se imediatamente na posição de vítima".

Fizemos o impeachment da versão feminina de Norman Bates.

E fizemos com o único e exclusivo propósito de tirar proveito da situação dela para favorecer a turma enroscada com vandalismos com o dinheiro público: até prova em contrário, estamos falando de 100% dos presentes naquele julgamento histórico, envolvidos direta ou indiretamente em alguma patifaria que o "jeitinho brasileiro" costuma chamar de "nossa cultura alegre e afável".

E em realidade, deveríamos sim ter nos preocupado com o lado humano e ter enviado essa pessoa para tratamento clínico urgente, numa "clínica de Napolões" de alto nível (sim, ela merece uma boa clínica).

Não se trata de uma questão política, de esquerda ou de direita, de Lavajato, corrupção, pedaladas, Bolsa Família Sim, Bolsa Família Não..., é uma questão de sanidade mental, de saúde pública!

Reitero: mesmo tendo tomado o rumo inadequado, desgastante e tolo do processo do impeachment, as portas para uma interdição total não se fecharam, pois com o tipo de moléstia evidenciado durante o depoimento da Presidenta, creio eu, essa porta estará aberta para sempre.

O caso ali é grave e ousaria dizer que não tem cura não.

E, convenhamos, como a versão feminina de Norman Bates que se constatou antes de ontem, mais hora, menos hora, haveremos de encontrar no armário do Alvorada ou nos porões do Planalto, o cadáver que tanto a amolava...

Meu respeito e meus sentimentos pela paciente injustiçada.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

SENADORES CONTRÁRIOS DENUNCIAM GOLPE!!!


FOTOS INÉDITAS DO SENADO NO MOMENTO DA VOTAÇÃO

DIRETO DE BRASÍLIA!!!


DILMA RECEBE CONVITE PARA DAR AULA PARA MASSAS


Técnicas novas!!!

Não uso macarroneira, nem água fervendo, nem escorredeira... Aqui é direto na frigideira, viu!!!

EXTRA!! EXTRA!! DILMA ASSUME SECRETARIA DA PESCA

Sua larga experiência e o resultado do processo de impedimento, que permitiu que Dilma continue nos brindando com seus fabulosos discursos, conduziu essa experiente política hábil em PESCA PÚBLICA a assumir esse cargo de forma vitalícia:





Nessa nobre função da PESCARIA PÚBLICA, Dilma já tem inúmeros candidatos a auxiliá-la nessa Secretaria:











domingo, 21 de agosto de 2016

Troca-troca

MOMENTO "TWITTER BOLA PRETA":

Agora que descobrimos que quem escreve os discurso de Dilma é Chico e quem escreve as letras e livos de Chico é Dilma, resta-nos descobrir quem anda escrevendo as novelas da Record em contraponto a certas decisões do STF.

Brasil dá o troco

por Dom Fernandes III

A mania de grandeza do Brasil deveria ser alvo de estudo mais sério, e não pelos filósofos de sempre mas sim pelos matemáticos.

Pois, no dia a dia, ela desafia até uma ciência exata como a matemática.

O Brasil é o único país que consegue dar valor de "troco" a um empate, achando que o 1 de hoje equivale ao 7 de ontem.

Se continuar assim, como essa matemática peculiar, nunca vai acertar a sua economia, pois mania de grandeza baseada nas "belas praias", nas "riquezas naturais infinitas", na "cultura maravilhosa" e no "povo que nunca para de rir" não é suficiente para por 15 milhões de volta ao trabalho.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

EXTRA!! EXTRA!!! EXTRA!!! - CARTA DÍLMICA

Extra!!!

Descobrimos que a Carta recentemente assinada por Dilma foi na verdade escrita por Chico Buarque!!!

Chico fez isso em agradecimento à Dilma, que na verdade foi quem escreveu seu último livro, o tal do Irmão Alemão e as letras daquele "discão bunito" de 2011 (foi assim que Dilma chamou a sua obra assinada por Chico).

Hoje topei com alguns conhecidos meus
Me dão bom-dia cheios de carinho;
Dizem para eu ter muita luz
E ficar com Deus
Eles têm pena de eu viver sozinho(a)
(Dilma Russiffu)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Mesóclise

Caderno de Dúvidas Linguísticas
por Prof. Pinto Cançado

Eis-me aqui novamente, leitores! O Pinto incansável que jamais deixará uma trepidação linguística repousar.

Se a dúvida linguística aparece, o Pinto surge diante da língua e tira a dúvida e... volta à labuta, Cançado!

E a dúvida que tem pairado é: mesóclise.

O que é a mesóclise?

Para que serve?

Muito bem. A mesóclise é coisa, digamos, da sintaxe. A sintaxe vai trazer regras sobre onde é o lugar correto de se meter certas palavras.

Em algumas frases, onde temos pronomes entre os predicados, qual seja, outras pessoas que não o sujeito da ação como sofredoras dessa ação, há certas ocasiões em que essas pessoas predicativas entram de forma oblíqua na conversa.

Saber meter as coisas certas nos lugares certos no processo artístico de construir uma frase é exatamente o que diferencia um inábil de um expert.

Essa meteção, que os gramáticos chamam de colocação, especificamente no caso da mesóclise, colocação pronominal, demonstra não apenas maturidade, mas conhecimento, firmeza, segurança, clareza, enfim, experiência.

Saber usar a língua, de certa forma, não é apenas uma questão gramatical, de estilo ou de status: é uma questão de autoridade, pois visa transmitir, além da mensagem (conteúdo), sensação de segurança (forma).

Diante de energúmeno gramatical, nos sentimos inseguros, pois mais que ele se esforce em dizer algo que sabe, comumente não sabe como fazê-lo. E esse "como" de modo amplo tem mais importância do que "o que se pretende dizer", sobretudo nos tempos de Dr. Google.

Na forma também sabemos se o conteúdo faz sentido e é verdadeiro: quem sabe a forma correta de dizer as coisas, pode esconder por algum tempo que não sabe o que diz - por algum tempo. A forma há de desvendar o parlapatão, com o passar do tempo: deixe-o falar, a vontade e logo o conteúdo surgirá como o gás que sai ao girarmos a rosca da garrafa de refrigerante. E logo notaremos que se todo gás sair, o conteúdo fica intragável.

A mesóclise (voltando a ela) é talvez o ápice dessa arte da meteção das coisas certas nos lugares certos.

A mesóclise se dá quando você precisa meter o pronome literalmente no meio da ação, para, digamos, não agredir nossos orifícios, que o Mestre Napoleão (§841) assim dá destaque:

Repugna ao ouvido, nas formas do futuro do presente e nas do futuro do pretérito, a posposição dos oblíquos. A não ser que tenha os ouvidos inteiramente estragados, ninguém irá dizer farei-te, fará-nos, fará-vos, faríamos-lhe etc.

Veja que curioso e que sensacional: ele não disse "a não ser que tenha os ouvidos inteiramente estragados, não dizer-se-á farei-te"; ele fez questão de dizer que "ninguém irá dizer", muito apesar de termos ai uma ótima chance que o futuro do presente teve perdida pela presença do "não" (Napoleão é Napoleão!). Eu até diria que "ninguém estará a dizer", ou, para ser simpático, simplesmente "ninguém vai estar dizendo...".

Pois bem - esse notável professor tão preocupado com os nossos orifícios em matéria de colocação, com ênfase para duto auricular, ainda deu dicas preciosas para se ter a mesóclise num grau jamais tido:

Nessas formas podemos encontrar até dois oblíquos mesoclíticos: 'devolver-no-la-ão vocês?'.

Repito: devolver-no-la-ão vocês?

Eu, cá comigo, Pinto Cançado, acho que não: ficará tudo como está.

Quanto à mesóclise, partindo do pressuposto que é uma técnica de meteção de um ser, na forma de um pronome e que entra obliquamente na conversa, ali, bem no meio da ação, para não machucar as posições do sujeito que pratica a ação (ativa ou passivamente), temos que seu préstimo tem vistas a preservar a integridade dos orifícios, sobretudo dos ouvidos.

Se assim deixar de ser, devolver-no-la-á (traduzindo = a integridade ao ouvido), sem temer, jamais.


Expectativas Olímpicas Concretizadas

Seção Editorial
por Dom Fernandes III

Muitos se surpreenderam com a primeira medalha brasileira na Rio-2016.

Os leitores deste Folha da Madrugada, no entanto, já tinham plena consciência das nossas concretas chances olímpicas e estavam bem informados, desde 8 de fevereiro deste ano, sobre essas tais Expectativas Olímpicas.

Continue lendo outros jornais e você cairá no engodo de que nossas chances olímpicas ainda estão no ludopédio...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Editorial Olímpico

por Dom Fernandes III

Dada a qualidade das moscas, a bosta é o que o Brasil tem de melhor a oferecer.




segunda-feira, 25 de julho de 2016

Esperando o que?

Especial para
Caderno de Assuntos Complexos e Espinhosos
por Rajul Tayib Al Jusur

Vejo há algum tempo quase todos os dias notícias de atentados.

Um aqui, outro acolá; 120 mortos aqui, 346 feridos acolá, 3 mortos neste outro lugar, mais 2 mortos (incluindo o explosivo que estava preso a um dos homens) e assim por diante.

Se vão e, consigo, levam alguém; sem dó, nem piedade.

O que os motiva? Algo que muitos dizem ser antigo, mas eu, depois de ler muito o Corão, posso dizer: é algo novo.

Esses motivos tem um nome: jihadismo.

O jihadismo é algo extremamente diferente do islamismo. Um não se confunde com o outro.

Ousaria até dizer que um nem sequer tem o mínimo a ver com o outro.

São coisas diferentes e que não se confundem.

Há no islamismo, até mesmo no mais radical, a aceitação de que ao lado dos cinco pilares (crer, orar, jejuar, peregrinar/caminhar e ajudar), teríamos ainda a jihad, que se lê em conjunto com mais duas obrigações: praticar o bem, afastar-se do mal.

A jihad é uma luta, mas para a grande maioria dos islamitas, uma luta interior, do homem consigo mesmo. Por isso ela jamais deve ser lida isoladamente, sem que se tenha a exaltação do bem e o afastamento do mal como instrumentos necessários.

Há ainda quem diga que essa luta é física, externa. Não há nenhum problema com essa interpretação mais radical, também conhecida como Jihad Menor, desde que essa "luta" se faça para a promoção do bem e o afastamento mais absoluto do mal, o que leva alguns a entender a jihad como uma prática de conversão de novos adeptos por meio da palavra, digamos (me desculpem irmãos!!!), evangelizadora...

Não preciso lecionar aqui o que é BEM e o que é MAL. Quando completamos 3 anos de idade e aprendemos a falar e ver desenhos animados, essa distinção fica clara. Sabemos o que é o bem e o que é o mal, sem qualquer dificuldade.

Qualquer um sabe que matar é uma das mais perfeitas e acabadas práticas do MAL.

Um dos maiores e mais irrepreensíveis exemplos de PRÁTICA DO MAL, de APROXIMAR-SE DO MAL está no ato covarde de tirar uma vida. Isso não se discute, nem mesmo na legítima defesa: por isso é chamada de legítima - uma morte que visa salvar uma ou mais vidas, incluindo necessariamente a própria.

Portanto, quando alguém mata outrém e diz estar fazendo isso para cumprir uma regra que manda, acima de tudo, praticar o bem, na realidade, o assassino não está cumprindo essa regra pois o ato de matar não está dentro das jurisprudências de "praticar o bem".

De fato, criou uma regra nova.

Uma regra em que associa morte e BEM.

Não se trata de interpretação, pois as interpretações têm limites e essa forma de interpretar a jihad Menor é regra nova e não interpretação, pois passa do limite de interpretação autorizado pelo próprio ISLAMISMO como um todo. Não há no Corão e nem em qualquer regra essa associação entre MATAR e praticar o bem.

Quando se retira essa regra e se faz dela princípio basilar de novas regras, interpretações e justificações, tem-se algo novo que o ISLÃO não reconhece como seu na matriz de seus textos.

Esse algo novo, baseado em disse-que-me-disse e outras fontes secundárias, terciárias, quaternárias e afins, vamos então chamar de JIHADISMO.

No jihadismo há alguns princípios comuns que são vistos em todas as ações, reinvindicadas por outros jihadistas sobreviventes, ou meramente estão no passado escrito de um suicida que levou com ele mais gente sem que estivesse ligado a outros jihadistas que possam reinvidicar a ordem (aquela coisa do domínio do fato vs. bobo solitário).

Nessas regras o fim último é a DESTRUIÇÃO.

Essa destruição é o tronco principal da árvore da intolerância e se mostra como uma espécie de Apotherósis, o ápice do jihadismo e da transformação definitiva do homem em besta.

A destruição se torna digna de elogio entre seus pares quando as vítimas representam alguma diferença marcante: gays, mulheres, outras raças, outros credos, outras ideias, outras nacionalidades, outros pensamentos políticos, outros modos de vida cuja existência motiva nos jihadistas o mais puro e simples ÓDIO.

Contudo, ao longo de sua vida essa intolerância e esse ódio, antes de se tornar um ato literalmente explosivo, repentino, indefensável e covarde, vai sendo objeto de uma prática constante de segregação e, acima de tudo, PRECONCEITO.

Não deve haver o menor constrangimento em se admitir que o jihadismo tem fortíssima base racista.

Há também uma pregação de superioridade e de supremacia de credo em relação a qualquer outro.

Os jihadistas cultivam durante o percurso de suas práticas uma miríade constante de preconceitos de gênero, de cor, de credo e de raça. Os demais, não jihadistas e não islamitas mas politicamente corretos, toleram esse ódio, seja por medo, seja por burrice, seja por covardia, seja por ignorância. E essa ignorância é de um único tipo: acreditam que o jihadista é um islamita, quando não é.

O que me chama a atenção é que mesmo havendo inúmeras organizações jihadistas pelo mundo, há quem ainda confunda isso com o islamismo e é aqui que mora o problema todo.

Aliás, os jihadistas, com a desculpa de estarem focados em um projeto paramilitar de ódio, preconceito, extermínio de raças (a começar, obviamente, pelo extermínio sionista, algo que nenhum jihadista faz questão de esconder, nem mesmo em relação aos judeus muçulmanos), acabam sendo de certa forma frouxos com um, mais ou todos os pilares: não chegam a orar com afinco todos os dias, crêem titubeando constantemente, alguns até bebem, poucos jejuam, quase nenhum peregrina (dizem, falta tempo...) e, todos, sem exceção, não dão esmolas para não faltar dinheiro para a causa jihadista.

Faltando com os pilares, se distanciam do que eles representam e se aproximam de outra coisa que cresce na seiva da intolerância por meio do ódio, do preconceito, da misoginia, da homofobia, enfim, do racismo.

Em 1933 Adolf Hitler escreveu suas bestialidades e motivou a criação do seu sistema de vida baseado nas mesmas drogas retóricas: ódio, preconceito, racismo; atualizadas no jihadismo pela homofobia e pela misoginia.

Demoraram para dizer aos simpatizantes hitleristas: "ei, vocês estão cruzando uma linha proibida, que nenhuma interpretação ou lógica autoriza".

Deu no que deu.

E em virtude dessa demora, hoje é absolutamente proibido ostentar as marcas exteriores que relacionam meras intenções com aquelas ideias da Minha Luta (e vejam como o tema da "luta", seja lá, com Hitler, seja aqui, no jihadismo, vez ou outra reaparece).

Hoje é considerado até mesmo crime negar o holocausto ou tentar divulgar ideias que queiram falar bem de Hitler e de seus ideais estapafúrdios. Muitos até estendem essa proibição às ideias fascistas, ainda que Mussolini não tenha tido qualquer associação de seu regime com o racismo hitlerista. Nazi-fascismo, inclusive, estão sob o mesmo manto de proibição, tenha o fascismo italiano se enveredado de fato para políticas de extermínio ou não. Está proibido e pronto.

Por outro lado, e ai é uma questão de maturidade política que não vejo no jihadismo, o movimento de eugenia nos EUA também foi pelo mesmo caminho e, convenhamos, não precisou de proibição para sumir do mapa. Mas lá havia bom senso, coisa que falta aqui, hoje e no jihadismo.

Voltando ao jihadismo portanto, me parece aqui (e Allah seja louvado!), estarmos perdendo um enorme tempo para começar a reconhecer no jihadismo aquilo que demoramos a perceber no nazismo e no hitlerismo e dar àquele o tratamento que damos a estes hoje.

Atos que manifestem à condução de uma Apotherósis, ainda que sejam ideias, elogios, simpatias, curtidas, "thumbs up", devem ser criminalizados e os seus praticamentes devem receber exatamente o mesmo tratamento que se dá a membros da Ku Klux Klan e a nazistas de novas ondas.

Manifestações de misoginia, homofobia, assédio moral, preconceito (de qualquer forma) e racismo, sobretudo quando motivadas em jihadismo, não fazem parte de qualquer religião e por isso não podem ser consideradas atos de liberdade religiosa - são apenas atos políticos proibidos, assim como são tratados os mesmos atos quando fundamentados no nazismo e em doutrinas de superioridade de qualquer natureza (raça, religião, credo, gênero, opção afetiva e que tais).

O que estamos esperando para tratar o jihadismo da mesma forma que tratamos o nazismo?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Senha de Acesso

Caderno de Tecnologia
Encarte Especial de Assuntos Complexos e Espinhosos
por Cláudio Busilis
ESPECIAL PARA A FOLHA DA MADRUGADA


Fui carinhosamente convidado pelo Editor Chefe Fernandes III para analisar uma situação pontual e específica, dada a minha experiência com temas envolvendo a Tecnologia da Informação e também a Inteligência Artificial.

Ocorreu aqui que feito um certo comentário esclarecendo uma circunstância a respeito do malfadado e bizarro Golpe (tentado) na Turquia, uma de nossas leitoras, ao ver a notícia, escreveu em seu twitter o exato contrário do que aqui foi explanado.

De fato, um dos problemas do jornalismo moderno e antigo é essa questão do leitor. O Editor e o jornal não têm muito controle sobre os leitores, nem em relação a qualidade intelectual deles nem em relação ao que eles dizem ter lido aqui.

Ai surgem coisas como "a Folha da Madrugada está comigo...", ou "li lá no Bola Preta isso isso e aquilo", fazendo assim inflexão equivocada sobre a própria ideia, como se ela estivesse aqui sendo sustentada.

O interlocutor que não leu, normalmente do mesmo nível de inteligência artificial que o emissário-submarino da mensagem, acaba acreditando que realmente o Bola Preta equiparou a tentativa de golpe na Turquia a remoção de tártaro na arcada dentária brasiliense.

Não.

Não foi isso que ocorreu e essa equiparação é equivocada.

Ocorreu exatamente o inverso: o jornal tentou mostrar a distância entre as situações.

Pois bem - de quem é a culpa então? Do jornal ou do leitor?

Ora ora, o leitor (cliente) tem sempre razão e não serei eu aqui a dizer que o jornal prevalece sobre o cliente.

Sendo a culpa do jornal e não detendo um mecanismo eficaz de escolha adequada de seus leitores (imprensa livre é uma merda....), eu, como especialista em tecnologia da informação, recomendo ao jornal que "escalone" seus leitores criando senhas de acesso para poder ler certas notícias e comentários.

Nesse caso, poderiam os editores "fechar" o tema e submeter a "abertura" da notícia, quando clicada, só e apenas mediante a resposta adequada a algum ou qualquer questionamento que imediatamente redireciona o leitor para a notícia em caso de resposta certa ou, caso errada, redireciona o leitor, por exemplo, para um outro site como este.

Sugerimos, então, começar a fechar alguns temas com questões como, por exemplo, "quanto é 13-4?" ou ainda "quatro pra treze dá quanto?".

Acertou, lê a notícia; errou, Pokemon Challenge!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

DIA DO AMIGO!!!


Comemorem bastante hoje, leitores, leitoras... Pois nos demais 364 dias, vocês precisarão de muita energia para gastar com os inimigos e comemorar, a cada dia, aquele pequeno asco que nos une socialmente...

sábado, 16 de julho de 2016

Turquia

Caderno de Política
por Cícero Esdras Neemias

Depois da hábil tentativa do Professor Pinto Cançado de explicar gramaticalmente o conceito de golpe, espero que as infelizes ocorrências na Turquia tenham deixado claro aos debatedores pro e contra a remoção de Dilma Rousseff da posição duvidosamente democrática* a que foi alçada, qual o conceito mais claro de golpe sob o ponto de vista político.

Golpe é o que quase se passou na Turquia.

O resto é conversa mole.


* - nas democracias verdadeiras não se aceitam mentiras para se conquistar o poder - coisas como "fazer o diabo", digamos, não são parte do jogo democrático. Encerremos esse assunto definitivamente, por favor.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Fórmula para o Crescimento da Economia

Caderno de Economia
por B. Batista Brogna

Confesso que em meu primeiro dia na Folha da Madrugada, este estupendo veículo dos dinâmicos e profícuos DIÁRIOS ASSOCIADOS BOLA PRETA, eu.... ME EMPOLGUEI!!!

Ora, um filosófo pode escrever sobre qualquer ciência social!

Fala de sociologia, de antropologia e de política.

Fala também de futebol e fala do que quiser, sempre, obviamente, ora!, questionando.

E a questão que me surgiu foi na ciência econômica: por que no Brasil, um país com tantas riquezas, crescemos tão pouco?

Ora...

Temos que valorizar a nossa abundância natural!

Pois... ONDE ABUNDA, NÃO HÁ CARÊNCIA!

E NO BRASIL ABUNDA DE SOBRA!! BASTA EXPLORAR ONDE ABUNDA!

Como já notou o japonês neste Caderno de Economia, temos que voltar a trabalhar, temos QUE BOTAR A MÃO NA MASSA, TEMOS QUE METER A MÃO ONDE ABUNDA!!!

EXPLORANDO ONDE ABUNDA NO BRASIL, TENHO CERTEZA, A ECONOMIA VOLTARÁ A CRESCER... COMO NUNCA!!


Charge do Dia


O papel da filosofia

Caderno de Filosofia
por B. Batista Brogna

Neste primeiro artigo neste novel caderno de filosofia, outrora um caderno especial no encarte especialíssimo que tencionávamos chamar de Folhosofia ou Folhíssima, recebemos o prudente veto de nosso Editor-Mor, Dom Fernandes III: "Folhíssima soa pretensioso e folhosofia, pqp!, soa cafona pra caralh...".

Assim manifestado o veto e ainda na expectativa de contar com artigos de Chiquinha Chauí, me foi dada a tarefa de escrever algo inaugural para este caderno de ideias.

Ai deu-me na telha de falar um pouco qual a finalidade deste caderno e, "nesse diapasão", enveredei-me por escrever sobre a tarefa mesmo (ou mesma) da própria filosofia no mundo moderno e pós-moderno (e também no posmodérno).

Ora (eu gosto muito de "ora" para começar frases... todos os filósofos usam e eu não quero ficar de fora)..., bem..., Ora! o que é a filosofia então???

Ah (leia-se "ora"), a filosofia é a investigação do saber último, qual seja, é a amiga do saber; o saber, a Sofia, essa coisa impenetrável e por isso meramente onanística que todos nós amamos e odiamos logo que a "investigação" acaba (como todo ato onanístico).

A filosofia tem seu papel na humanidade associado ao "questionar", ao "indagar" e assim aproxima-se do saber.

Questiona indagando e termina afirmando. Na filosofia não se seguem regras gramaticais: procura-se sempre escrever bem, com estilo, com elegância, com poesia, com questionamento, as vezes sem predicado, as vezes sem qualquer verbo, as vezes sem qualquer período.

A gramática é um instrumento limitador e opressor das ideias, com suas regras burguesas e conservadoras, suas mesóclises, próclises, ênclises, assindexias, coordenações e sobretudo subordinações. Assim, um sistema baseado em subordinações é claramente um sistema pro-escravagista e nós, filosófos, amantes da liberdade e do ódio à classe média, odiamos também essas regras enclausurantes e odiamos a gramática e fazemos "questã" (ou "questax") de não obedecê-la para preservar a liberdade de nossos questionamentos em busca dela, da Sofia, da impenetrável, da onanimável.

Por anos, desenvolvemos uma técnica especial do "dizer", uma gramática própria, um jeito de escrever "sei lá". Veio essa maldita e opressora tecnologia líquida pós-moderna e inventou o "Gerador de Lero-Lero". Tivemos que nos reinventar para manter o nosso feudo de atuação intacto, onde falamos de coisas que não sabemos para um público que não sabe o que falamos.

Foi difícil mas sobrevivemos e conseguimos manter a integridade e a dignidade da nossa independência do Saber questionável que se afirma por meios zetéticos e investigativos onde e na qual podemos fazer presente todas as figuras de linguagem para esclarecer coisas obscuras no mundo. Metáfora, Metonímia, Antonomásia, Prosopopéia, Apóstrofe, Oxímoro, Sinestesia, Hipálage, Lítotes, Hipérbole (esta a Chiquinha Chauí até abusa), Eufemismo, Perífrase, Adínaton, Paralipse, Aposiopese, Silepse, Enálage, Onanismo, Metalepse, Hendíade, Lues, Candidíase, Blenorragia, Clamídia, Condiloma, Escabiose, Condiloma e Tricomoníase: sim!! usamos todas essas e temos sempre esses mecanismos todos na ponta das nossas línguas, nós, filósofos, filósofas e filóxofxs que lidamos com o impenetrável e com o onanismável!!!

Pois bem, dito isso, ora!, sendo isso a filosofia, sendo essa práxis de dizer questionando, de questionar dizendo, notamos, ora, que na filosofia se diz muita coisa. Enfim, ora, se diz questionando. Mas se diz!

Tudo o que é dito é feito para questionar.

Não há certo, não há errado. Há questionar.

Em cada dizer, um questionar, mas que de diz, ora, isso lá se diz. E dizemos!

No questionar afirmando, afirmamos coisas que se nunca precisam estar certas e jamais estarão erradas.

Assim, falamos, afirmando com o ar de quem questiona mas, no fundo, no fundo e no fundx, apenas apresentamos ideias que NUNCA ESTIVERAM, FORAM, ESTÃO OU ESTARÃO ERRADAS.

Filosofia é portanto a práxis que nos permite dizer coisas que nunca estão erradas (ora, dizer sempre coisas certas sem medo de contradição, embora não seja essa a finalidade última da filosofia: qual medo? de contradizer ou de dizer coisas sempre certas?).

Em outras palavras, é a práxis de falar merda constantemente, com ar de conteúdo.

Filosofia é falar merda SEMPRE e estar errado NUNCA.

Ou, como diria Millôr, de forma muito mais elegante... "filosofia é uma coisa que discute filosofia".